quinta-feira, 22 de abril de 2010

Tênis de Cano Alto: do Skate para a Moda


Os tênis de cano alto nasceram nas quadras de basquete, foram popularizados pelos skatistas na década de 80 e chegam hoje novamente às ruas das principais cidades do mundo. O Hora H desta semana conversou com o especialista em cultura sneaker (tênis em inglês) Pérsio Tagawa sobre a história deste tipo de tênis, faz um apanhado das marcas e modelos mais legais e dá dicas de como usar o seu cano alto.

O Brasil é o segundo maior mercado de skate do mundo, e de acordo com a única pesquisa realizada sobre o assunto pela Datafolha em 2006, cerca de 3,2 milhões de domicílios brasileiros têm pelo menos um morador que possui um skate, o que corresponde a, aproximadamente, 6% do total de domicílios. O resultado é uma grande influência na moda, fazendo com que esses tênis se tornassem desejados mesmo pelos que não andam de skate.

O mercado hoje disponibiliza um número bem variado deste tipo de calçado. A indústria de tênis para skate movimenta mais de R$800 milhões de dólares por ano, de acordo com o livro "Made For Skate" (em português, Feito para o Skate) da editora Harcover, que conta a história dos tênis de skate.

Embora a popularização dos tênis nas ruas tenha sido por meio dos skatistas, foi nas quadras de basquete que os tênis de cano alto tiveram sua primeira vitrine, na década de 50, principalmente com o modelo Chuck Taylor da Converse, que é um clássico até hoje fora das quadras.

“Na década de 80, os tênis de cano alto eram uma unaminidade entre os skatistas, principalmente o modelo Air Jordan da Nike, até que um determinado grupo, no começo da década de 90, começou a cortar os seus tênis de cano alto alegando que os pés necessitavam de uma mais mobilidade para fazer as manobras com os seus skates. Desde então, os modelos mais baixos passaram a ser a maioria entre os praticantes do esporte”, conta Tagawa.

Mesmo com esta mudança, os modelos “hi tops” (em inglês, modelos de cano alto), ganharam fãs fora das pistas de skate e se tornaram ícones da moda de rua. Nos dois últimos anos, segundo Takagawa, houve uma procura muito grande por estes tênis no Brasil. Para ele, um dos grandes responsáveis por esta febre é o modelo Skytop, da marca californiana Supra. “Quando a gente fala de tênis de cano alto hoje, é impossível não citar a marca californiana Supra e o modelo Skytop, desenhado pelo skatista profissional Chad Muska, que revolucionou o mercado sendo um pouco mais alto (daí o nome Skytop), com solado vulcanizado e com um design super diferenciado. O modelo ganhou vários prêmios e foi tão inovador que praticamente todas as grandes marcas foram obrigadas a fazer modelos parecidos ou inspirados no Skytop”, garante.

Entre a concorrência, a reação da Nike foi lançar, em 2009, o modelo Air Yeezy com o rapper americano Kanye West, cujo estoque esgotou em apenas 15 minutos nas lojas Maze, especializadas em skate. Já a Adidas apresentou em março deste ano no Brasil (nos EUA, em janeiro) os modelos Star Wars, que de acordo com a marca “são os tênis mais bacanas da galáxia”.

Independentemente do modelo, mesmo para quem não pratica skate, o tênis de cano alto é ideal para jovens tanto de espírito quanto de idade. A idéia ao usar um modelo de cano alto é deixar as calças um pouco para dentro do tênis, de maneira irregular. Os mais jovens podem usar com calça jeans skinny com a barra dobrada ou também colocada para dentro. Com bermudas, não tem erro, use seu modelo com meias, que podem ser brancas, as mais neutras, ou combinando com uma das cores dos tênis, e ainda com padrões como xadrezes, por exemplo.

Veja Fotos de Vários Estilos de tênis de cano alto

Fonte: Paula Baraldi e Ricardo Oliveros - Hora H

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O que Vivienne Westwood faz da história de sete princesas

Peça de Vivienne Westwood

O Palácio de Kensington, lugar onde viveu a princesa Diana durante algum tempo, foi transformado em cenário de conto de fadas. Entre os estilistas autores da façanha, Vivienne Westwood e William Tempest. Trata-se de uma exposição chamada O Palácio Encantado de Kensington. A instalação ficará em cartaz por dois anos no próprio palácio. Ali será contada a história de sete princesas que viveram no Estado, misturando artes plásticas, contação de histórias, teatro, truques de luzes e efeitos sonoros.



Notícia completa no Estadão: http://ow.ly/1z8c9

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sapato Dr Martens celebra 50 anos

Modelo de edição limitada.

O Dr Martens comemora seu aniversário de 50 anos a serviço da moda urbana. Se existem sapatos que são ícones de estilos e tribos urbanas, este é um deles. E a data será marcada pelo lançamento de uma linha exclusiva, com edição limitada de 1460 pares produzidos na fábrica inglesa, em Northamptonshire. O modelo será o mais clássico de todos, até mesmo com um certificado de autenticidade. Além disso, há um site especial e “boots” customizadas por artistas e bandas.

O sapato de couro nasceu da união de um criador alemão com uma família inglesa que era dona de uma fábrica de sapatos. Em 1960, o inventor e médico Dr Klaus Maertens, morador de Munique, criou sapato extremamente confortável. Mas como transformar aquela ideia em um produto vendável? Através de um anúncio numa revista, entrou em contato com uma fábrica inglesa e foi assim que começou a ser produzido o sapato que já é um clássico fashion.

Por seu conforto, começou a ser usado pelas classes trabalhadoras inglesas: operários, carteiros, motoristas. Logo, foi parar nos pés dos jovens. A primeira tribo urbana a adotá-lo foi a dos skinheads, antes do movimento ganhar seu viés racista. Logo depois, foi para os pés dos punks, roqueiros em geral, mods, glams, os amantes de ska e os psychobillies. Até hoje, é um símbolo de atitude.

No site que comemora a data histórica, vídeos, música e as versões customizadas do pisante. Além disso, uma exposição em sua cidade natal mostra a trajetória pela história da moda.

Versões customizadas.


Fonte: Estilo/ GNT

domingo, 1 de novembro de 2009

Coco Antes de Chanel

Segue crítica do filme. Ainda não assisti, mas certamente o farei. Seja como for, Chanel. O nome diz por si só.

Filme suaviza a biografia de Chanel
Longa foca na juventude da estilista e contradiz espírito revolucionário

A relevância de Gabrielle "Coco" Chanel (1883-1971) para a história da moda adquiriu, por diversas razões, uma exagerada dimensão nos últimos tempos. "Coco Antes de Chanel", de Anne Fontaine, é mais uma peça do processo de mitificação da estilista. Certamente, Chanel teve um papel importante, mas não foi a única a protagonizar a revolução da moda no início do século 20. Poiret já havia lutado contra o espartilho e foi o primeiro estilista a associar sua "maison" a um perfume. Outros poderiam ser lembrados, como Vionnet e Schiaparelli.
Chanel tem, no entanto, duas vantagens sobre os seus concorrentes. Nenhum deles foi tão moderno e antinostálgico. Ela percebeu com mais clareza que as mudanças por que passava a Europa não eram só uma troca de estilo e de convenções: um mundo desmoronava.
E poucos tiveram uma vida tão romanesca quanto a dela. A começar da infância -muito dickensiana-, quando foi entregue pelo pai a um orfanato. Na juventude, a vida de Chanel parece um enredo de Zola, com seu périplo atribulado como amante de milionários. Na maturidade, o sucesso a transforma numa personagem fitzgeraldiana, que transita entre o "grand monde" e o meio artístico de vanguarda, mas arrastando o peso de uma origem triste. Seu envolvimento com o nazismo é uma novela a ser escrita.
Fontaine se concentra na juventude. Descreve Chanel como uma doce arrivista, que deseja a qualquer preço conquistar seu lugar ao sol. A personagem é construída para seduzir o espectador, não para incomodá-lo com as contradições de seu caráter. Audrey Tautou cumpre a função, criando uma Chanel cativante, embora plana. O roteiro é hábil, mas acadêmico, como as imagens.
Fontaine opta por edulcorar a biografia de Chanel e revesti-la de enfeites cinematográficos. No plano formal, o filme acaba por contradizer o próprio espírito "revolucionário" da estilista -antissentimental, avesso a rebuscamentos e corajosamente disposto a destruir consensos e disseminar a ruptura.

Alcino Leite Neto, Editor de Moda da Folha de S. Paulo

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COCO ANTES DE CHANEL

Direção: Anne Fontaine
Com: Audrey Tautou, Benoît Poelvoorde e Alessandro Nivola
Produção: França, 2009

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Influência dos Beatles na Moda

Vídeo muito bacana sobre uma exposição que mostra a influência dos Beatles na moda (na música seria completamente desnecessário, para não dizer redundante né). Vale a pena. Tomara que venha pro Brasil um dia...



domingo, 2 de agosto de 2009

Jardim de Infância: Os Irmãos Campana Visitam o MAM

Mais uma exposição que vale a pena conferir.

De 17/07 a 13/09 - Ter, Qua, Qui, Sex, Sab e Dom
Horário: De ter a dom e feriados, das 10h às 17h30
$ 5,50

Museu de Arte Moderna (MAM)
Pq. Ibirapuera (Portão 3) - s/nº
Ibirapuera
Fone: 5085 1300

Os celebrados designers Fernando e Humberto Campana exibem um recorte pessoal do acervo de mais de 5 mil peças do museu.

No espaço expositivo, também idealizado pelos irmãos, o ambiente e as obras se integram ao conjunto exibido, mesclando um ar lúdico à irreverência do design dos Campana.

Os irmãos Campana atuam em diversas áreas da arte e da moda, assinando inclusive, alguns modelos da marca Melissa.

Exposição Christian Lacroix - Trajes de Cena


Segue dica de exposição.

De 24/08 a 01/11 - Ter, Qua, Qui, Sex e Sab
Horário: De ter a sex, das 10h às 20h; sab e dom, das 13h às 17h
Gratuito

Museu de Arte Brasileira - FAAP
R. Alagoas - 903 - Pacaembu
Fone: 3662-7198

Com curadoria de Delphine Pinasa, a exposição apresenta cerca de 100 trajes e 80 desenhos originais imaginados por Christian Lacroix para óperas, ballets e peças teatrais, além de apresentar croquis e vídeos do estilista, que comemora 20 anos de sua maison.

Antes mesmo de criar o seu ateliê de costura, o francês apaixonado por teatro já trabalhava nas produções de espetáculos, somando a ciência da técnica da alta costura à truques e astúcias do palco, o que caracteriza seu estilo no mundo da moda, que é marcado pelo uso de cores marcantes, tecidos furta-cor, além das formas, volumes e rendas exclusivas.