domingo, 16 de maio de 2010

Mais sobre Roberto Cavalli

História


Roberto Cavalli nasceu na cidade de Florença no dia 15 de novembro de 1940, foi criado em um lar modesto, e sempre esteve, de alguma forma, ligado à arte. Seja em caráter familiar ou acadêmico. Filho de uma costureira e de um pintor se formou em Artes Plásticas. Ainda estudante, já colocava sua criatividade em prática.

Com a ajuda de um amigo, começou, em 1965, uma das suas primeiras bem-sucedidas empreitadas: a estamparia em couro, feita curiosamente sobre uma mesa de pingue-pongue. Outro sucesso foi o patchwork (a arte de costurar retalhos de tecidos diferentes para a confecção de uma peça), quando, por brincadeira, resolveu unir pedaços de couro ao acaso, técnica que também se tornou uma referência no seu trabalho. Ele vendeu esta técnica para marcas famosas como Hermès e Pierre Cardin.



Nos anos 70, abriu sua primeira loja na chique Saint–Tropez, localizada na Riviera Francesa; e apresentou a sua primeira coleção na histórica Sala Branca do Palazzo Pitti, em Florença, no ano de 1972, e Brigitte Bardot foi quem desfilou seus primeiros centímetros quadrados. Pouco depois, lançou uma pequena coleção masculina. Neste momento, o reconhecimento internacional já batia à porta de Roberto Cavalli, apesar da sua resistência de seguir tendências pré-determinadas. Quando sentiu que era hora de enfrentar as passarelas, escolheu Milão como cidade de lançamento. Desfilado por Brigitte Bardot no auge de suas curvas, o estilista italiano experimentou o esquecimento nos anos 80 e voltou com força nos anos 90.

O renascimento da marca começou em 1994, quando descobriu uma técnica com jato de areia para envelhecer o denim strech, uma proposta nova e inédita em um momento no qual as pessoas estavam cansadas da severidade que as reprimia, introduzindo no mercado a linha Cavalli Jeans. Logo depois abriu lojas em São Bartoloméu (exclusiva ilha do Caribe), Venice e novamente em Saint-Tropez. À medida que o preto-e-branco dos minimalistas perdeu força, o trabalho criativo do italiano voltou a chamar a atenção, principalmente dos estilistas pessoais de famosos que precisavam de roupas para atrair os holofotes. Andrea Lieberman, por exemplo, encontrou nele o figurino ideal para Jennifer Lopez. Patricia Field usou-o para a campanha promocional do seriado Sex and the City. O estilista ganhou ibope na mesma proporção do seriado. Hoje em dia, de Madonna a Lenny Kravitz, passando por Anthony Hopkins e David Beckham, todos vestem Cavalli.



Nos anos seguintes foram lançadas coleções de óculos, relógios, lingeries, perfumes, uma linha completa para casa e uma coleção voltada para o público infantil (6 meses a 14 anos), chamada Roberto Cavalli Angels. Desde 2002, tem sido aberta, praticamente, uma loja por mês. Sem falar que é o estilista de maior sucesso na Itália. No ano de 2004, São Paulo foi a cidade escolhida para receber a primeira butique do estilista italiano na América Latina, inaugurada em 5 de fevereiro, na Rua Bela Cintra, na nobre região dos Jardins. Com 280 metros quadrados, tinha projeto arquitetônico clean e sofisticado, assinado pelo arquiteto italiano Roberto Filleni, responsável pelas lojas exclusivas da grife em todo o mundo. Também foram abertas outras lojas em cidades como Hong Kong, Los Angeles, Dubai, Roma, Kuwait City, Jacarta, Beirute e Kiev.

Roberto Cavalli é a “bola da vez” em seu país: atualmente, suas vendas superam as dos mais badalados estilistas italianos. Roberto Cavalli revoluciona não só em seus desenhos sensuais, mas também em suas lojas. O Spazio Just Cavalli em Milão é mais que uma boutique, ali se pode beber, comer, se surpreender e se divertir. Nos 500 metros quadrados distribuídos em três andares há espaço para todo tipo de detalhes incluindo um elevador em forma de nuvem com assentos em visón branco e duas plataformas para Dj.


A linha do tempo
1974
● Lançamento de sua primeira coleção masculina.
1994
● Lançamento da linha Cavalli Jeans.
1999
● Re-lançamento da coleção masculina com o nome de RC Menswear.
● Inauguração de uma loja localizada na Madison Avenue em Nova York.
2001
● Lançamento da JUST CAVALLI, uma marca de jeans e prêt-à-porter completa, voltada para um público jovem e moderno, com preços mais acessíveis. Atualmente a linha é responsável por 35% do faturamento geral da empresa.
2002
● Inauguração do CAVALLI CAFÉ na cidade de Florença.
2003
● Lançamento do primeiro perfume masculino da grife.
● Lançamento de uma linha de decoração para casa.
2007
● Lançamento de uma coleção especial, com preços acessíveis, assinada pelo estilista para a rede de lojas sueca H&M. As vinte e cinco peças femininas e as vinte peças masculinas eram bastante sensuais e mais que adequadas para as festas do final do ano. Além das roupas, a coleção também era composta por uma mini linha de acessórios coordenados: sapatos, bijuterias, bolsas, cintos, óculos e lingerie.
● Lançamento de uma vodka com a assinatura ROBERTO CAVALLI. A festa de lançamento foi regada, além de vodka, claro, por beldades. A bebida, de selo ultrapremium, vem com água pura de Monte Rosa.
● Lançamento da linha ROBERTO CAVALLI CLASS, compostas por roupas, femininas e masculinas, mais clássicas.
● Inauguração de uma loja imensa na Avenida Montaigne em Paris.
2008
● Inauguração da primeira loja Just Cavalli em Milão.

Os ícones


Tudo o que remete ao mundo selvagem está presente no universo CAVALLI, desde peles de zebra, pavão, onça e cobra até aplicações e acessórios com penas e dentes. Tal paixão lhe vale o título de um dos estilistas mais perseguidos pelas entidades protetoras de animais. Mas, diferentemente de outras casas de moda, ele não tem os produtos feitos de peles de animais em extinção como suas peças de resistência. Ironicamente, o simples ato de reproduzir estampas de animais nas roupas, seja em tecidos ou couro tradicional, é o suficiente para garantir a antipatia dos ecologistas.

A introdução pioneira de técnicas de estamparia em couro e patchwork também são marcas registradas do estilista desde o início de sua carreira. Os óculos ROBERTO CAVALLI são fiéis à sua assinatura e carregam seu estilo inconfundível. Não somente para as roupas, mas também para a linha eyewear (óculos), glamour, feminilidade e ousadia são palavras de ordem. Nas últimas temporadas, a grife italiana tem brincado com padronagens e texturas e muitas peças têm uma serpente em evidência nas laterais, com ou sem aplicação de brilho. O tom de modernidade fica por conta do contraste entre cores sóbrias e contrastantes, modelos clássicos e referências mais esportivas.

Um estilo de vida

O estilista Roberto Cavalli está investindo na criação não só de uma marca, mas de um estilo de vida. E é um estilo de luxo. Ele, que já tem um cartão de crédito com seu nome (da Mastercard), o Cavalli Card, inaugurou recentemente, em 2008, o primeiro CAVALLI CLUB. O exêntrico estilista escolheu uma igreja do século XV como localização da sua primeira casa noturna recém-inaugurada. A igreja precisava de reformas e o estilista investiu €3 milhões no projeto.

Por conta das rigorosas leis de proteção ao patrimônio nacional, a casa noturna utilizou a estrutura original da construção, sem que nada tenha sido alterado. Projetado pelo arquiteto Italo Rota, que já fez o Just Cavalli Café em Milão, o novo clube é uma casa que se baseia numa nova concepção da vida noturna. O Cavalli Club é cheio de espelhos, ouro e aço, com bar, restaurante, e tudo mais. O jogo de reflexos e espelhos, além de ampliar o espaço, cria harmônia, sem contraste, entre a estrutura histórica e a contemporânea.

O clube de Florença foi o primeiro passo de um projeto do designer, que em 2009, inaugurou a segunda unidade em Dubai, que reúne restaurante italiano, sushi bar e boate, além de loja com peças da linha da casa, jóias e relógios do estilista. O Cavalli Club é interligado ao hotel Fairmont e a decoração inclui móveis com estampas de animais - uma das marcas registradas Cavalli - piso de quartzo preto e lustres com cristais Swarovski, num projeto que custou cerca de US$ 30 milhões. E o próximo passo será Milão.



Clientela estrelada


A exemplo das demais grifes internacionais, Roberto Cavalli também é o favorito de famosos e conta com o mundo do entretenimento como uma valiosa vitrine. As top models Naomi Campbell e Cindy Crawford, os músicos Lenny Kravitz e Bono Vox do U2 (coincidentemente, duas personalidades que não abrem mão de óculos ousados e originais para compor seu visual) e as atrizes Sandra Bullock e Sarah Jessica Parker são apenas alguns nomes da extensa lista de clientes ilustres e fiéis, que conta ainda com Madonna, Beyoncé, Gwyneth Paltrow, Charlize Theron, Sharon Stone, Victoria Beckham, Halle Berry e Adrien Boyd.

O gênio por trás da marca

Quando o assunto é moda, os instigantes olhos do estilista brilham com leve toque de magia. A "mulher Cavalli" usa vestidos fluidos, coberta por belos casacos em pele animal, ou não, texturas ricas e padronagens inebriantes. Os detalhes em suas criações são abundantes: pedrarias, bordados, dourados, fios, fendas, rasgos, brilhos e decotes. Politicamente corretas ou não, as peças de Cavalli sempre carregam uma conotação animal como o uso de estampas inspiradas em peles de animais selvagens também nos acessórios (bolsas, cintos colares, óculos e pulseiras).


Longe dos croquis e da loucura do Planeta Fashion, Roberto Cavalli leva uma vida muito tranqüila, ao lado da mulher e braço direito nos negócios, a ex-Miss Universo Eva Cavalli, com quem é casado há quase 30 anos. A austríaca que, quando solteira, era conhecida como Eva Duringer, chegou a impedir que o marido desistisse da carreira nos tempos das “vacas magras”.

Discreta, é o oposto do tipo de mulher que veste as criações do marido e passa longe das peças com inspiração animal, à exceção de um anel com um desenho de serpente, presenteado por ele. Mãe de três dos cinco filhos do estilista, Eva é em grande parte responsável pelo estrondoso sucesso que Roberto Cavalli alcançou no cenário da moda mundial. Enquanto ele cria, ela está à frente da gestão dos negócios, zelando pelo sucesso da grife.

Dados corporativos
● Origem: Itália
● Fundação: 1965
● Fundador: Roberto Cavalli
● Sede mundial: Florença, Itália
● Proprietário da marca: Roberto Cavalli S.p.A.
● Capital aberto: Não
● CEO & Presidente: Roberto Cavalli
● Estilista: Roberto Cavalli
● Faturamento: US$ 450 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: + 80
● Presença global: 80 países
● Presença no Brasil: Sim (1 loja)
● Funcionários: 800
● Segmento: Vestuário/Moda
● Principais produtos: Roupas, acessórios, perfumes
● Ícones: As estampas de animais
● Website: www.robertocavalli.com

A marca no mundo

A marca possui mais de 80 lojas em países como Itália, Estados Unidos, Espanha, Inglaterra, Rússia, França, Coréia do Sul, Dubai, Arábia Saudita, Líbano, Brasil, entre outros. Possui ainda 40 lojas com a bandeira JUST CAVALLI. A marca fatura mais de US$ 450 milhões por ano.

Os maiores mercados são a Itália e os Estados Unidos. O universo Roberto Cavalli engloba coleções femininas e masculinas, roupa íntima, relógios, óculos, uma linha casual (Freedom), a linha jovem (Just Cavalli), uma coleção de tricô (Class), roupas infantis (Angels) e, a mais recente, a de objetos utilitários e de decoração (Roberto Cavalli Casa). Os produtos também são vendidos nas mais sofisticadas lojas de departamento do mundo como Selfridges, Saks Fifth Avenue, Harvey Nichols Bergdorf & Goodman, Neiman Marcus, Harrods e Printemps.



Fonte: Blog Mundo das Marcas: http://www.mundodasmarcas.blogspot.com/

O estilo exuberante de Cavalli


"Para um visual divertido e chique, você sempre pode contar com uma boa estampa de zebra ou de leopardo." A frase, dita por Jeffrey Kalinsky, dono da cultuada loja Jeffrey em Nova York, é a que melhor definiu a moda do italiano Roberto Cavalli.


Exuberante, extravagante, sexy, excitante e também divertido são alguns adjetivos que combinam com a sua moda sedutora e audaciosa. Quando surgiu, há exatamente 40 anos, Cavalli parecia ser mais um discípulo de Gianni Versace, estilista famoso pelo exagero e pela exuberância, assassinado em 1997, em Miami. Ambos gostavam de mulheres voluptuosas, de criar inspirados pelas mais variadas estampas de animais e, porque não, de um quê de vulgaridade.


Nascido em Florença, Cavalli conquistou o seu lugar no disputado pódium da moda após enfrentar preconceito às suas criações. Enquanto Versace se tornou o queridinho das editoras e supermodels, ele penou um pouco mais. Para muitos, suas estampas e moda excêntrica não passavam de ideias de mau gosto, cafonas. Não é o que pensam hoje rocks stars, como Lenny Kravitz, socialites e uma constelação de divas pop e atrizes de Hollywood. "Quando penso em energia e entusiasmo, penso em Cavalli", opinou a stylist americana Arianne Phillips.


A lista de celebridades adeptas do look Cavalli é longa: Jennifer Lopez, Britney Spears, Cindy Crawford, Lindsay Lohan, Victoria Beckham, Courtney Love, só para citar algumas. Cavalli não gosta da comparação com Versace e não fala sobre o assunto. Hoje seu estilo é único. A marca, que fatura mais de US$ 450 milhões por ano, reúne as grifes Cavalli e Just Cavalli, para um público mais jovem. O seu sucesso nasceu de uma combinação única: uma técnica exclusiva de bordados e silk desenvolvida por ele, um trabalho manual no couro, uma paixão pelo visual selvagem e um conhecimento preciso do corpo feminino. Sua habilidade e sua técnica ele herdou do avô, um artista impressionista, e de sua mãe, costureira.



Em sua recente apresentação na semana de moda de Milão, Cavalli mostrou vestidos de noite frescos e inocentes, definidos pela crítica Suzy Menkes como "surpreendentes". Sua loja na Rua Bela Cintra, em São Paulo, inaugurada em 2004, atrai clientela do Brasil inteiro, em busca dos famosos vestidos de lycra e de jérsei, suas peças mais vendidas no Brasil. Ele já esteve na cidade para conferir a aceitação da sua marca entre as brasileiras. "Ele ficou alucinado com as mulheres daqui", conta Fernanda Bogosian, proprietária da loja. "Minha moda tem tudo a ver com a exuberância da brasileira", disse em entrevista exclusiva ao Estado. Apesar de ter acreditado no sucesso de suas criações desde o início, Cavalli sabe que sua marca hoje tem outro status no mercado de luxo. O preconceito acabou, mas, ao contrário de muitas grifes, Cavalli oferece dois quesitos fundamentais na moda: diversão e ironia. Leia a seguir a entrevista.



Qual a sensação de estar há 40 anos fazendo moda?

Sou estilista e criador apaixonado. Moda faz parte da vida de todo mundo, porque ao acordar, você se pergunta: "O que vou usar para me sentir linda, maravilhosa, sexy e especial?" Moda está em nossa mente e a razão de amar ser estilista é que posso usá-la para medir o humor, as sensações e a vida das pessoas.

Qual o seu grande momento?

Lembro de como choquei muita gente ao mostrar jeans reciclados com estampas de couro. Acho que a grife Cavalli conseguiu quebrar as leis da moda apostando em um estilo de patchwork que mistura partes de jeans e de couro, uma técnica de silk que criei. Fui o primeiro a fazer uso do jeans em uma roupa mais clássica, o que saturou o visual com uma mistura de exotismo e sensualidade.

A crise afetou seu negócio?

Não gosto de falar em números. Por que não focamos na beleza do objeto? Não sei nada sobre a crise financeira. Só sei que nos recuperaremos todos, amando a vida, amando os outros e sendo positivos e otimistas. Não há recessão para mim, porque minhas clientes famosas amam minhas criações. Elas são pensadas para pessoas que frequentam bailes de luxo, festas e eventos glamourosos.

Como o senhor vê a moda hoje? O luxo ainda é necessário?

Minhas coleções são compostas de peças luxuosas e trabalhadas. Vou continuar criando, mesmo que de forma mais contida, para mulheres fortes e sensuais. Gosto de surpreender, detesto a moda previsível. Vivo a moda como uma forma de arte, criando e baseando-me nas minhas inspirações e não no que é solicitado pelo mercado.

Foi uma boa ideia abrir a sua loja em São Paulo?

Creio no potencial da América do Sul e São Paulo foi nossa primeira experiência. Acho que minha moda, rica em cores e estampas, combina com a brasileira, que é bem exuberante. Isso se confirmou com o sucesso da loja de São Paulo.

Qual o segredo do sucesso na moda?

Positividade. Se você quer ter e fazer sucesso, tem de acreditar em você. Se não tem certeza, demonstra fraqueza. Para ser forte, é preciso mostrar seu poder, não aquele dos músculos, mas o do cérebro. Você tem de mostrar o seu interior, o que está dentro do seu coração. Se você atinge as pessoas com a energia da sua mente, você se torna especial.

É fácil saber o que as mulheres querem quando na moda?

Não acho necessário se adaptar para um mercado de moda. Minhas coleções são internacionais. É como ter personalidade, você tem a sua e as pessoas te amam por ela. Você tem de acreditar na sua personalidade e não mudar para satisfazer as pessoas ou para deixá-las felizes. Talvez algumas não gostem de você por isso, mas outras tantas vão amá-lo. Com moda é igual. Quero continuar a dar às pessoas que conhecem e gostam do que faço e não tentar converter as outras que não gostam.

O senhor acha correto dizer que a moda agora olha para a praticidade e o realismo?

Crio e me inspiro no meu instinto impulsivo e subconsciente. Não penso em marketing, vendas ou sucesso. Meu interesse está em vestir mulheres que buscam leveza, praticidade, elegância e sensualidade. As palavras-chave que uso para me motivar são espontaneidade e conforto.

Fale da sua paixão por estampas de animais.

A beleza das estampas está na própria natureza, é só olhar em volta. O que tenho feito estes anos todos é simplesmente copiar a natureza, levar a sua beleza para as minhas criações.

Defina a mulher que veste Cavalli.

Sempre digo que crio sonhos. É algo necessário, pois você tem de sonhar sempre. Durante todos estes anos persegui o meu sonho de beleza. Criei vestidos para mulheres lindas e para homens que buscam a beleza dessas mulheres para completá-los. Na verdade, não falo de beleza, mas de feminilidade, de mulheres com personalidade, inteligentes. As mulheres são mais fortes que os homens, por isso são minhas musas.

O senhor tem um blog, do que se trata?

Gostaria de convidar as pessoas a lê-lo. Nele, tento fazê-las sorrirem, não através de contos de fadas, mas com histórias reais da minha vida. Você acha que sabe tudo a meu respeito? Pois vou mostrar que posso ser do jeito que idealizou, mas, como todo mundo, tenho as minhas fraquezas e os meus sonhos.

O senhor tem algum arrependimento?

Não penso muito nisso. Não me preocupo com o passado e sim com o futuro. O que passou não tem como ser mudado, por isso estou sempre olhando para frente, em busca do próximo desafio.


QUEM É ROBERTO CAVALLI, ESTILISTA

Nasceu em 1940, na Itália. Fez a primeira coleção em 1972. Hoje comanda um império que inclui, além da coleção feminina, linha masculina, linha jovem e de lingerie, tricô e acessórios.

**Entrevista de Eva Joory - O Estado de S.Paulo

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Fafi - Coleção Adidas

Confira algumas peças da nova coleção que a Adidas Originals criou com a ilustradora francesa Fafi – a mesma que assinou uma edição limitada de maquiagem para a M.A.C em 2008. As peças chegam nas lojas em breve, até o final do mês, e contam com malas, tênis, saias, blusas – tudo remixando a estética fofura das ilustrações de Fafi com o clima esportivo fashion da Adidas. Vale lembrar que esta é a 2ª linha que a Fafi assinou para eles (a 1ª foi em 2009 e era um pouco mais sóbria, sem tantas cores). Dica: aguarde a chegada das peças lendo o blog da Fafi! *


* Extraído do MSN Moda - Lilian Pacce

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Meias Coloridas

Tendência forte no inverno passado, as meias coloridas ainda dão pinta no inverno de 2010. Para quem ainda têm dúvidas de como usá-las, ou ainda não criou coragem para ousar, já que elas chamam mesmo a atenção do look, segue infos e fotos para inspiração.

*A meia-calça colorida tem o poder de deixar o look mais divertido ou moderno. Você só deve tomar cuidado pra não virar um desenho animado. Basta que UMA cor no seu look grite. Então, quanto mais viva for a cor das meias, mais cores neutras na roupa você vai usar. Cores mais sóbrias como roxo, cinza e verde militar são mais fáceis de combinar. E não se apegue à cafonisse irresistível de combinar a meia com outra peça no look (tipo o cachecol, a bolsa, a tiara…).

Meia-calça estampada engrossa mesmo, então não é ideal pra quem tem perna grossa. Usar com salto ajuda a alongar. Se vc tem as pernocas grossas e acha as lisas boring, pode tentar as texturizadas (tipo as caneladas) e as com risca de giz.

A meia-calça com renda é super feminina, e justamente por isso fica bem contrastando com peças masculinas e peças pesadas.

Confira fotos com ideias de produção.

*Texto e fotos extraído do Blog Just Lia.

1. Meia-calça amarela
2. Meia-calça vermelha

3. Meia-calça roxa



4. Meia-calça pink

5. Meia-calça branca

6. Meia-calça estampada
7. Meia-calça de renda

8. Algumas ideias...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Couro

Couro: tendência Inverno 2010

Seja no Brasil ou no exterior, todos concordaram: o couro é o material da vez. Em geral, o que se vê nas passarelas e lojas são as jaquetas tipo perfecto, que têm sua origem nas jaquetas dos motociclistas: brutas e de bad boys. Essas peças dão um tom rebelde à estação e compõem o estilo rocker, que volta à cena. Porém, a novidade deste inverno vai além das icônicas jaquetas pretas. O couro é visto em peças diversas como vestidos, calças, shorts, saias e até blusas. Cores e texturas completam o estilo do couro nesta temporada.

O homem e o Couro

O couro tem sido aproveitado de diversas formas pelo homem desde a antiguidade e há tempos vem sendo empregado na vestimenta. A tecnologia do curtimento e dos acabamentos evoluiu bastante, assim como a variedade das peles que são utilizadas. O couro mais comum é o de boi, seguido pelo de cabra, conhecido por sua qualidade. Ainda, são muito comuns o de suíno, de ovino e, mais atualmente, as peles de rã e peixe, que oferecem uma alternativa mais ecológica.

Por outro lado, existe o condenável comércio ilegal das peles de animais silvestres ou em extinção. Jacaré, cobra, capivara e avestruz estão entre eles. Fique atenta e combata este tipo de crime. Existem imitações incríveis, que substituem a beleza das naturais. Peça sempre ao vendedor informações sobre a procedência da matéria-prima utilizada na peça que você deseja comprar.

O Couro brasileiro

No Brasil, desde o início da colonização, o couro é aproveitado. Até hoje o rebanho brasileiro é bastante usado, principalmente pelo setor calçadista. Para o vestuário, porém, nossa matéria-prima, com algumas exceções, ainda não tem muita qualidade pelo tipo de criação do gado, a extensiva, que deixa as reses mais expostas, provocando marcas que permanecem mesmo depois do curtimento.

Conforto e flexibilidade


O couro é um material muito agradável, pois respira e oferece conforto. É perfeito para a meia estação, e com um tricô leve ou uma meia, pode ser usado no inverno, fica bem quentinho.

Mesmo sendo um material resistente, o couro proporciona certa flexibilidade. Os mais macios são normalmente os mais caros. Se encontrar uma peça dura, sem flexibilidade, ela não deve ser das mais caras, a não ser que seja um couro diferente, com craquelados ou envernizados, que deixam texturas modernas na peça.

Alguns truques

Alguns truques são úteis na hora de adquirir uma peça de couro, até pelo fato dela não ser barata. A primeira coisa é identificar se é natural ou sintética. Para isso é só sentir o cheiro: o couro tem um perfume característico. As peças de couro natural normalmente são mais caras. Mas uma boa notícia: se forem bem cuidadas, duram bastante. Quem não gosta de usar material animal, pode optar pelos materiais sintéticos, hoje em dia existem muitos tipos bacanas. Tem também o couro “vegetal”, feito de látex, que é moderno e ecológico.

Repare em toda a superfície da peça que você quer comprar e veja se existem partes que parecem mais finas do que as outras. Isso não é um bom sinal: o couro é mais valorizado se não tiver imperfeições. A porosidade, no entanto é a textura natural do couro e é desejável e bonita.
O couro é uma peça de tamanho e formato irregular. Repare que normalmente a modelagem tem alguns recortes a mais do que os normalmente usados no tecido. Isso é natural. Porém, se ela for toda de retalhos, deve ser mais barata, pois existe alto aproveitamento do material.

No provador

Experimente sua peça e certifique-se de ela não esteja muito justa, senão pode lacear demais. Apesar de ser uma característica natural do couro, esse ajuste é bonito se for sutil, mas pode parecer descuido quando é exagerado.

Vista a peça e faça movimentos na frente do espelho. Sente com a calça, vestido ou saia e fique um pouco sentada, para ver se o comprimento fica legal e confortável. Movimente os braços, levante-os, abaixe-os, feche-os na frente do corpo, para ver se não trava na altura dos ombros, quando provar vestidos e casacos. Imagine se vai querer usar com alguma coisa por baixo, como um suéter, daí ele precisa ter uma folga. Não compre fora do seu tamanho, pois o conserto ou ajuste deve ser feito por quem é especializado.

Teste todos os zíperes. Não existe decepção maior do que encontrar um zíper com defeito depois de levar uma jaqueta linda para casa. E o que é pior: quando tentar trocar vai descobrir que era a última peça do estoque!

Estampas e texturas

Outra novidade da estação é a decoração do couro. Estampas de bicho são muito comuns e têm um bom resultado. Cores vivas e estampas como oncinha colorida, metalizados, craquelados, vernizes e outros estão sendo bem explorados na estação. Aproveite. Mas lembre que o investimento é alto. Se não tiver com grana sobrando prefira os modelos em cores clássicas, para poder usar por mais tempo.

Conservação

Apesar de resistente, o couro deve ser tratado com cuidado. Ele não gosta de extremos: nada de chuva e nada de sol. Busque um ambiente arejado e nunca úmido. Se for necessário, mantenha um desumidificador por perto, pois o couro mofa fácil. Não guarde dentro de plásticos, prefira uma capa fina de tecido ou “TNT”, nas boas lojas do ramo você encontra. Eu sei que é difícil, mas tente colocar para arejar uma vez por mês, é o recomendado. Se tiver que limpar, evite pano muito molhado e seque a peça logo em seguida. Nunca use produtos de limpeza, procure os indicados para esse fim e quando precisar, mande à lavanderia especializada.

Não borrife perfume e cuidado com a maquiagem: ambos podem estragar a peça. Quando usar uma peça em couro, procure não deixá-la direto em contato com a pele, pois a gordura e o suor da pele vão ser absorvidos, manchando o material. Uma echarpe no pescoço pode proteger um pouco.


No armário, não guarde peças escuras encostadas com as claras, para a cor não migrar de uma peça para a outra. Aliás, procure não deixar nada encostado no couro, é melhor, evita raspar e riscar a superfície.

As peças de couro são uma alegria no guarda-roupa. Faça uma boa compra e cuide delas com carinho, pois podem ser boas companhias por um longo tempo.


Fonte: Mariana Rocha e Julia Guglielmetti (Uol Estilo)/ Fotos: Blog Just Lia


Confira alguns looks com jaquetas de couro:




segunda-feira, 26 de abril de 2010

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sábado, 24 de abril de 2010

Sapatilhas

A sapatilha surgiu do calçado das bailarinas e por isso também é chamada de “bailarina”. O modelo clássico é aquele de biqueira e com o lacinho de amarrar. Em 1956, Brigitte Bardot – que era bailarina – encomendou a Rose Repetto (da famosa marca francesa de artigos de balé) que fizesse um par especial desses calçados para a filmagem de “E Deus criou a mulher”, do diretor Roger Vadim. Foi um sucesso! Audrey Hepburn veio depois e imortalizou a sapatilha no filme "Cinderela em Paris". Até hoje esse look é um clássico, e vira e mexe, a sapatilha volta à moda.

Sapatilhas forever!

Este calçado faz tanto sucesso porque combina com tudo e com todos os tipos físicos. É confortável e charmoso, mas garante sempre uma aparência bem arrumada. É feminino e combina com diversos estilos, além de se encaixar nas diferentes propostas de moda de cada estação.

As novas sapatilhas

Neste inverno as sapatilhas são oferecidas num amplo leque de opções, multiplicando as possibilidades de combinação e criando desejo de formar verdadeiras coleções. Podem ser usadas numa pegada mais rocker - nas versões com tachas - ou militar, funciona para o estilo romântico e ladylike - com aplicações de laços e flores -, e cabe bem nas produções étnicas ou tribais – em modelos texturizados e de estampas e pelos de bicho. Dá certo, também, nos ambientes de balada e festa, com brilhos ou tecidos finos. Tem até noiva usando, dá uma olhada na imagem da Audrey de vestido de baile e sapatilha do álbum, para ver como é possível!

Tipos físicos

A sapatilha dá pra todo mundo. Deve-se apenas tomar cuidado para não vestir modelos muito rasos em pés mais rechonchudos, não fica legal. Para batatas da perna grossas o ideal é usar com legging escura e longa ou meia calça escura e fina, não as muito opacas, cuidado.

Outra dica boa é manter a atenção na relação entre a barra da saia ou da calça e a sapatilha. Saias na altura da batata da perna não ficam boas para as mulheres de perna grossa, prefira o comprimento no joelho e em modelos evasês. As calças devem afunilar geral no pé, ou então abrir para cobrir os pés. Se ficar no meio do caminho, fica muito estranho.

Veja fotos de vários modelos de sapatilhas

Fonte: Julia Guglielmetti - Coluna Mariana Rocha (Uol Estilo)