terça-feira, 3 de agosto de 2010

Tendência: Outono/Inverno 2011 - Urbano e Confortável

Antenadas ao que vem sendo desenvolvido no exterior, somado ao olhar atento do nosso território, grandes marcas brasileiras de tecidos e malhas lançam suas coleções de outono/inverno 2011. Inspiradas no comportamento urbano, que tem características universais, elas trazem novidades em texturas e fios fantasia.

Para a próxima estação, o denim aparece com muito mais opções do que o tradicional blue jeans oferece, seja nas cores, aviamentos ou costuras. Vindo com o peso de 7,5oz e com variação de 75% a 98% de algodão na composição, a peça ganha melhor caimento e proporciona grande conforto, o ponto de destaque da coleção, que visa transformar a peça em artigo “coringa”, podendo ser usado em múltiplas ocasiões, sempre de forma elegante e respeitando os movimentos do corpo.


Na cartela de cores segue o padrão escuro que a estação pede, porém com destaque para as novas cores criadas a partir de misturas e inovações nos processos de tingimento, como o azul extra dark (mistura de tons que gerou um azul intermediário entre o preto e o azul marinho), o super black (inspirado no visual roqueiro), além do azul acinzentado.

Botões e costuras aparecem com destaque por exibirem fortes cores, fazendo assim o contraste com o fundo escuro dos tecidos, resultando em peças conceituais e de personalidade. Zíperes e passantes seguem nas cores principais das peças de maneira discreta, porém de forma funcional.

No setor de malharia e tecidos planos, o vintage é a referência direta, principalmente o universo rock ‘n’ roll, no qual aparecem fortemente estampas em xadrez e quadriculadas. Na cartela de cores, preto, azul-marinho e tons nude de rosa, bege e amarelo.

Destaques


Canatiba – Traz o denim nobre com tingimento azul intenso. O acabamento resinado proporciona toque e brilho natural. Sua estrutura é de alta densidade e os efeitos ring resultam um efeito visual antique.

Cedro – Aposta nos tecidos nobres e em diversas opções de tingimentos, com acabamento flat finish para o denim e sarja bem marcada para o colour. Modelagens em skinny, super skinny e jegging.

Capricórnio – Com foco na mobilidade e no conforto, traz a linha de tecidos leggings, que tem composição de algodão variante e 23% poliéster + 2% elastano, resultando em peças resistentes, porém ajustáveis ao corpo.

Farbe – Malhas com composição essencialmente de algodão. Nas cores, aposta nos tons nude de rosa e amarelo, além de forte presença do branco.

Panamericana – Traz a linha Red, que apesar do nome, explota também os tons de azul e verde. Nas estampas, jogo de contraste de cores com toques de luminosidade.

G. Vallone – Coleção com modelagem retrô. Na cartela de cores, preto, tons de nude e azul-marinho, o grande destaque.

A força do xadrez

Para o próximo outono/inverno, o xadrez, que já há alguns anos aparece como tendência nestas estações de baixa temperatura, continua com forte presença, porém com novidades nas cores e traçados.


Para usá-lo da melhor maneira, a estilista e empresária da moda Ana Sodré alerta que é preciso ter bom senso e fazer combinações equilibradas. Assim, a peça fica mais valorizada, “O ideal é usar a estampa em looks mais despojados em tecidos como lã e algodão e em camisas, casacos ¾, além de lenços e cachecóis”, sugere.


A cada estação aparecendo renovado, o xadrez não tem definição única e as suas padronagens são as mais diversas possíveis e geralmente mudam de cores conforme os tons da temporada.

Para quem fica na dúvida ao pensar em quando e como usar o xadrez, basta seguir a mesma regra válida para qualquer escolha de roupa: use sempre o bom senso.
Fonte: Textília

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Top da finalização

Longa história: campanhas publicitárias europeias confirmam a importância do spray para os looks da época


Ele já passou dos cinqüenta anos, porém está mais atual do que nunca. Com fórmula renovada, que possibilita looks diferentes, o hairspray deve continuar reinando por anos a fio...

Muitos pensaram que a era do spray chegaria ao fim. Criado pela Chase Products Company, de Illinoys, nos Estados Unidos, o produto foi comercializado pela primeira vez em 1948, época em que a moda-cabelo valorizava penteados altos e bem-estruturados,
cuja sustentação só era possível graças ao uso de produtos fortes e grudentos. Com o passar do tempo e o minimalismo da moda, além das batalhas ecológicas em favor da camada de ozônio, aliados ao lançamento cada vez maior do gel e das pastas modeladoras, o spray foi ficando em segundo plano. Isso até pouco tempo atrás.

Grandes estilistas internacionais resolveram apostar suas fichas novamente nos visuais elaborados, definidos, arquitetônicos. Um exemplo é a coleção primavera-verão 2010 de John Galliano: inspirada nos anos 1940, e na Hollywood dos tempos de ouro do Sunset Boulevard, apresentou penteados cinematográficos, de inspiração barroca, que não podem abdicar dos efeitos fantásticos das nuvens de laquê.

Por outro lado, o que dizer das excêntricas cabeleiras da cantora Amy Winehouse? Por ser imitada tantas vezes (vários sites ensinam o passo a passo de seus looks!) a popstar britânica decidiu lançar sua própria linha composta de make up, perfumes, delineadores, roupas e, naturalmente, laquê para cabelo.

Mas a volta desse item de finalização tem outros motivos, como explica Maria Eucimar Alves, técnica da Maxiline: “No decorrer desses cinquenta anos, o hairspray sofreu várias mudanças consideráveis.

Antes, ele tinha apenas uma ação fixadora, que era molhada e úmida. Com isso os fios ficavam secos e desidratados, com aspecto endurecido. Hoje, tais cosméticos fixam com jato seco. Isso faz com
que um simples pentear possa eliminá-los do cabelo, sem que fiquem resíduos. As formulações também contêm ingredientes, como silicones e polímeros de tratamentos, que ajudam a fixar e modelar, sem agredir a fibra capilar”.

Alta evolução

Antigamente, o cabeleireiro tinha como ferramenta de trabalho o famoso e potente laquê. “Por possuir uma concentração de álcool elevadíssima, proporcionava um efeito duro, compactado e artificial, além de um brilho plástico. Ficava a cargo do profissional trabalhar da melhor forma para que os resultados ficassem o mais natural possível, e ele não podia errar. Se isso acontecesse, com certeza, seria preciso lavar o cabelo e recomeçar todo o processo”, conta Narciso Netto, gerente técnico da Joico Brasil.

Hoje, a tecnologia direcionada aos produtos para cabelos disponibiliza para o hairstylist um spray com hold factor (fator de fixação), cujas graduações proporcionam variações de uso com resultados determinados. “Os sprays não têm somente a função de um finalizador, eles também assumem, hoje, um papel de modelador, sendo utilizados com ferramentas como a piastra e o babyliss, promovendo forma com fixação. Toda essa versatilidade oferece ao profissional um leque de oportunidades para que ele crie e dome os cabelos. O resultado são verdadeiras obras de arte”, argumenta Narciso.

*Matéria de Lucia Preziosi e Carmen Cagnoni/ Revista Estética

terça-feira, 13 de julho de 2010

Dos shows de rock para as passarelas

Beatles e o terno sem gola criado por Pierre Cardin

Liam Gallagher, vocalista do Oasis, uma das grandes bandas dos anos 1990, provavelmente não pensou em seguir uma tendência de moda ao vestir uma parca para as gravações do clipe da música Do Y’Know What I Mean. A parca não tinha nenhuma relação com a música, não contava uma história, nem dizia muito sobre com o tema. No entanto, no dia seguinte à estreia do clipe, a suposta loja onde Liam teria comprado o casaco vendeu todo seu estoque de parcas. E bastaram apenas algumas semanas para que a peça se tornasse uniforme nas ruas de Londres. Até hoje ninguém sabe dizer quem bebeu de quem, se foi Liam da moda, ou a moda de Liam. O fato é que, em poucos dias, fãs e ídolo vestiam a mesma peça. E não importava o quanto parcas eram comuns nas ruas londrinas. No corpo – e no clipe – de Liam, elas ganharam outra dimensão.

O mesmo ocorreu no passado com o terninho dos Beatles, as pantalonas de Janis Joplin e as calças rasgadas de Joey Ramone. Rock e moda funcionam como uma via de mão dupla – desde que o rock é rock é assim. A diferença nos dias de hoje é que, a partir dos anos 1990, rockstars e fãs passaram a ter acesso às mesmas informações culturais – o que tornou as estrelas cada vez mais mundanas, e os fãs, cada vez mais céticos. “O papel do ídolo hoje não é estar em um pedestal inatingível. Pelo contrário, ele funciona como um ‘amplificador’ de estilo para a maior quantidade possível de pessoas, e por isso, estão diretamente ligados ao marketing das grandes marcas”, explica Josh Sims, autor do livro Rock Fashion.

Há mais de 50 anos o rock influencia a moda das ruas e dita o que os fãs vão vestir. Por consequência, o estilo dos artistas também acaba por influenciar a moda produzida pelos estilistas. Por isso, neste 13 de julho, Dia Internacional do Rock, preparamos uma seleção com looks históricos de astros do rock’n'roll que já tiveram sua influência levada até as passarelas dos grandes desfiles. Welcome to the jungle!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sapatos com a sua cara

O título é praticamente literal, pelo menos para algumas mulheres que têm acesso aos sapatos da marca turca Oyee Design. O diferencial da grife é o desenvolvimento de shoes personalizados, de acordo com o gosto e a personalidade de suas clientes. Um dos modelos de mais sucesso é o scarpin branco que leva o desenho da silhueta e a réplica do autógrafo do rei do pop, Michael Jackson. Confira alguns modelos exóticos.












sexta-feira, 25 de junho de 2010

Manolo Blahnik - O príncipe das cinderelas reais

Adorado por todas as mulheres que sonham em ter um par de seus sapatos que são verdadeiras obras de arte e que adorariam sentir ao menos uma vez na vida, o glamour e o charme que suas peças conferem a quem as usa, o designer de sapatos espanhol ocupada sem dúvida o posto de um dos mais importantes estilistas de sua geração. Conheça um pouco mais sobre Manolo Blahnik, o homem que faz Carrie Bradshaw, interpretada pela atriz Sarah Jessica Parker, no seriado Sex and the City, cair de joelhos. E Acredite. Não é o Mr. Big.

Começo

Nascido em 1943 nas Ilhas Canárias, de mãe espanhola e pai tcheco, Manolo Blahnik foi criado em uma plantação de bananas. Estudou literatura e arquitetura na Universidade de Genebra na Suíca, mas abandonou os estudos em 1968 quando se mudou para Paris. Dois anos depois, foi para Londres onde trabalhou como fotógrafo para o jornal local Sunday Times e imediatamente mergulhou no mundo da moda. Durante visita à Nova York em 1971, conheceu a editora chefe da revista Vogue americana, Diana Vreeland. Ela sugeriu que Manolo se concentrasse na criação de sapatos tão interessantes quanto os que ele vestia no encontro. Manolo, então, a obedeceu.

Na sua trajetória de sucesso, iniciada nos anos 70, Manolo Blahnik desenhou inúmeros modelos para estilistas consagrados como Yves Saint Laurent, Christian Dior, Calvin Klein e John Galliano. Em 1973, ele abriu a Zapata, sua boutique na Rua Old Church, em Londres, que logo passou a ter clientes fiéis desde celebridades do cinema e televisão à realeza. A estrela da música pop, Madonna, declarou que os sapatos de Manolo são “melhores que sexo” mas com a diferença de que “duram mais”. Não podemos deixar de citar a adoração que a atriz Sarah Jessica Parker faz questão de explicitar no seriado Sex and the City.

O segredo do sucesso, segundo Blahnik, é participar de todas as fases da elaboração do produto. Desde os primeiros croquis até a criação das campanhas publicitárias em que geralmente usa seus próprios desenhos.

Manolo foi nomeado Designer de Acessórios do Ano pelo Conselho Britânico de Moda em 1990 e 1999. Além disso, recebeu o título honorário de doutor pelo Royal London College of Art and Royal Society of Arts da Inglaterra. Apesar do sucesso que faz, Manolo possui apenas duas lojas: uma em Londres e outra em Nova York.



Com as próprias mãos

Objetos de desejo e fetiche de 10 entre 10 mulheres antenadas do mundo todo, os calçados de Manolo Blahnik abusam de plumas, lantejoulas, laços, anéis, correntes, fitas, coral, renda, pele de crocodilo e avestruz, entre outros acessórios. O estilista participa de todas as fases da elaboração do produto. Desde os primeiros croquis até a criação das campanhas publicitárias.

Tudo começa com ele mesmo, que desenha cada modelo, e depois o esculpe em madeira. A seguir, escolhe os materiais adequados a cada um e supervisiona todo o trabalho de fabricação. Suas criações, para muitos especialistas, são tanto moda quanto arte, por suas concepções ousadas e incomuns, pelas cores e materiais que utiliza, pelo acabamento impecável que dá a cada peça. A cada coleção são lançados cerca de 250 modelos, produzidos em quatro pequenas fábricas nas cidades de Milão na Itália. Os preços podem variar de $500 a 5 mil dólares o par.




No Brasil

Aqui no País a marca não tem loja ou assessoria de imprensa. Para adquirir os belos pares, é preciso comprar em sites internacionais ou conferir na Daslu, em São Paulo, que costuma trazer semestralmente lotes com as novas coleções.

Site Oficial: http://www.manoloblahnik.com/

Fontes: Wikipédia e Blog Mundo das Marcas

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Christian Louboutin - Mr. It Shoes

Desde que a charmosa e fashionista Carrie Bradshaw aparece usando um lindo par de sapatos do francês Christian Louboutin no filme Sex and The City 2, o nome do designer entrou para o "top 5" no mundo da moda. Prestigiado por celebridades nos quatro cantos do globo, a marca Louboutin é conhecida por seus solados vermelhos, saltos bem altos e por exibir a cada coleção verdadeiras obras de arte feitas para os pés. Segue abaixo alguns dados sobre o queridinho das famosas (nacionais e internacionais) e como adquirir aqui no Brasil um exemplar (ou genérico) da marca que enlouquece as mulheres.

Marca

Cheia de classe e estilo, a grife foi criada em 1992 e teve sua primeira loja sediada em Paris. Desde então, os sapatos de solado vermelho conquistaram o jet set internacional.

Louboutin faz sapatilhas, plataformas e sapatos de salto médio, mas são os do tipo agulha de 12 centímetros de altura que lhe fascinam. Ao contrário do que algumas mulheres possam pensar, o designer garante que equilibrar-se neles não é nenhum sofrimento. “Há uma diferença entre sofrimento e falta de conforto. De sapatos de saltos altos não se anda como de pantufas, mas dá um prazer tão grande...”, disse ele em entrevista à edição francesa da revista “Marie Claire”.

Fascinado por sapatos desde criança, o designer usou como base de suas primeiras coleções rascunhos de infância feitos em seus cadernos de escola. Sem loja, ele ia a cabarés e boates para vender seus sapatos. “As mulheres ficavam nuas, mas continuavam calçadas”, contou na mesma entrevista à “Marie Claire”. Na época, porém, eram freqüentes os ‘nãos’ de mulheres que alegavam não ter dinheiro.

Os sapatos de Louboutin não são mesmo para qualquer uma. Um modelo básico custa em torno de US$ 500, mas pode ultrapassar os US$ 1.000 dependendo do material de que é feito. O preço não é exatamente de obra de arte, mas o designer já transformou seus sapatos em peças dignas de exposição, literalmente. Em 2007 o cineasta David Lynch fotografou seus modelos e organizou uma mostra em Paris.

Quem usa

Entre as brasileiras adeptas às peças estão a cantora Cláudia Leitte e a atriz Cléo Pires. As apresentadoras Luciana Gimenez e Didi Wagner fizeram questão de prestigiar a inauguração da loja na capital paulista - que contou com a presença do próprio Christian - no final de abril de 2008.

A lista de estrelas internacionais que são declaradamente fãs do francês é imensa, só para citar alguns nomes que usam com muita freqüência os seus modelos, podemos destacar Angelina Jolie, Victoria Beckham, Katie Holmes, Nicole Richie, Dita Von Teese, Mary-Kate Olsen e Sarah Jessica Parker.

Eu quero!

Para adquirir uma peça assinada pelo estilista é preciso ter muito mais que interesse pela moda. Na única loja da grife no Brasil, localizada no Shopping Iguatemi, em São Paulo, os solados vermelhos chegam a custar R$ 4.800, dependendo do par.

Não tem esse “power” todo e mesmo assim quer arrasar com um modelo “genérico” de Louboutin? Aqui no Brasil algumas marcas já lançaram as suas versões de solados vermelhos, como a Imporium, Para Raio, Sapatella, Cris Roberto e Tabita. Agora que você já sabe onde achar o seu par (original ou fake) é só caprichar no look e arrasar!

Veja fotos de famosas usando modelos Louboutin

Veja alguns modelos Louboutin de ankle boots, o coringa da estação

Confira o site oficial e delicie-se com a nova coleção

Veja também:

Novo "it shoe" de Louboutin chega ao Brasil em agosto

Fontes: Flávia Motta - Ego/globo.com e Annie Lattari - Te Contei